Professores engajados, alunos comprometidos e família presente.

Professores engajados, alunos comprometidos e família presente.

O Orientador Educacional do Ensino Médio do GDV, Prof. André Cezaretto, fala sobre as aulas virtuais  e o que tem observado no trabalho desenvolvido por todos os envolvidos no ensino remoto.

Quando o ano letivo de 2020 teve início, poucas transformações em sala de aula pareciam possíveis no horizonte que se avizinhava. Porém, a partir de março, a expansão da pandemia de covid-19 no Brasil forçou a uma mudança radical no ensino que, daquele momento em diante deveria ser remoto. Imediatamente, as escolas mais preparadas em termos de qualificação profissional e no uso de tecnologias educacionais inovadoras, como o Colégio Guilherme Dumont Villares, logo se adaptaram ao novo formato de ensino, conseguindo manter a programação curricular e a motivação dos alunos para a nova modalidade de ensino. Como têm afirmado diversos especialistas em educação, esse momento apresenta novas possibilidades de ensinar, o que, mesmo dentro da crise, pode trazer inúmeros avanços e a ampliação de novas experiências de aprendizagem até então em gestação no ambiente escolar. Para falar sobre essas mudanças e como alunos e familiares vêm encarando este momento de educação remota, conversamos com o Orientador Educacional do Ensino Médio, Prof. André Cezaretto.

Poderíamos começar falando sobre os professores. Como você tem visto a atuação dos professores neste momento?

A: O trabalho desenvolvido pelos professores tem sido extraordinário. Primeiramente, pelo uso das tecnologias educacionais à disposição. O professor da escola aprendeu, rapidamente, a utilizar os recursos tecnológicos de forma muito rápida. Gravar uma vídeoaula e usar outros recursos que não faziam parte do dia a dia foi uma conquista imediata, e isso fica visível nas aulas virtuais que ocorrem normalmente. Logo nas primeiras semanas de aula virtual esses recursos foram utilizados de forma natural.

Então os professores responderam rapidamente às novas exigências?

A: Exato. Logo na primeira semana os professores estavam utilizando os recursos tecnológicos com naturalidade. Eles se empenharam muito para mudar o formato da aula, da forma presencial para a forma virtual. E, cabe destacar, isso não é natural; simplesmente você não sai de um ambiente – o presencial – para outro –virtual – sem que haja uma nova postura em relação àquilo que seria o rotineiro em sala de aula. Esse desejo de se adaptar às novas circunstâncias pode ser observado no corpo docente do GDV, com todos se empenhando para essa transição da aula presencial para a aula virtual. Eles conseguiram unir a tecnologia educacional com a atuação em si, daquilo que é ser um professor.

Como você tem acompanhado o trabalho de educação virtual desenvolvido pelo GDV?

A: Tem tido ótima qualidade. Além das aulas on-line, das vídeoaulas e das atividades propostas via Google Classroom, temos tido o desenvolvimento de projetos específicos voltados à análise da pandemia da covid-19. Isso tem acontecido nas áreas de Matemática, Ciências Biológicas e Ciências Humanas. Tenho acompanhado alguns projetos e são muito bons trabalhos. Inserir essa temática do covid-19 nas aulas é muito importante para os alunos entenderem esse momento que estamos atravessando. São projetos e intervenções muito bons.

E os alunos? Como eles têm assimilado essa nova forma de estudo?

A: Os alunos estão se empenhando. A maioria esmagadora tem participado das aulas on-line, realizado as tarefas e atividades propostas. Quanto àqueles que têm apresentado certo descompromisso com o processo de ensino virtual, imediatamente entramos em contato com o aluno e a família para entender o que está acontecendo e esclarecer sobre a importância do compromisso com o estudo. Isso é importante, pois muitas vezes a família não está sabendo sobre o que está ocorrendo, já que a autonomia dos alunos do segmento de Ensino Médio é maior que nas séries anteriores.

E o que ocorre após o contato com as famílias diante desse problema?

A: A partir desse contato notamos que a participação do aluno volta ao nível desejável. Isso é importante; revela que a família está ao lado da escola e entende que o que nós estamos fazendo é muito bom e importante. No momento em que a família toma uma atitude conseguimos evitar perdas no aprendizado. Este é um momento de escola e família estarem lado a lado e as famílias têm apoiado o colégio. Temos recebido elogios pelo trabalho desenvolvido até aqui e pela qualidade do material disponibilizado aos alunos. Podemos ter uma ou outra queixa, mas isso é normal, e com diálogo elas são superadas. Como orientador educacional, ouço as famílias e entendemos que as críticas são construtivas e ajudam a melhorar o processo. No geral, o retorno dos pais tem sido muito positivo e encorajador.

Como tem sido esse contato diário que você mantém com os alunos?

A: Esse é um detalhe importante. Como falei, os alunos estão participando, em sua maioria empenhada no aprendizado, fazendo as tarefas e atividades e procurando dar o melhor nesse momento. Recebo muitos e-mails de alunos pedindo mais aulas, sugerindo atividades e propondo novas abordagens pedagógicas que são estudadas quanto à sua viabilidade. De fato, acredito que estamos no caminho certo.