O Guilherme Dumont Villares é um Colégio excepcional no apoio aos estudantes”, afirma RuY Mesquita Filho

O Guilherme Dumont Villares é um Colégio excepcional no apoio aos estudantes”, afirma RuY Mesquita Filho

Uma entrevista muito rica sobre o papel da mídia nos dias de hoje, as redes sociais, a formação de jornalistas e o papel do Colégio Guilherme Dumont Villares como referência na qualidade do ensino e formação dos estudantes.

Por muitos anos a mídia impressa, chamada de “o quarto poder” recebeu o título de “voz dos sem vozes” e seus representantes sofreram grandes retaliações por diversos segmentos, o que não impediu que se mantivesse como forte contrapeso na balança social com os demais poderes. A mídia, com suas ferramentas de alcance e representatividade, seria “os olhos e ouvidos” da humanidade, a vontade e opinião do povo. Inclusive, ainda hoje, as informações produzidas/veiculadas por ela são o meio pelo qual a opinião pública se expressa.

Por outro lado, no ambiente escolar, a mídia impressa, jornais e revistas por excelência, sempre ocupou lugar de destaque enquanto gênero de escrita, constituindo excelente ferramenta de trabalho para professores de todas as áreas. Através do trabalho orientado para leitura dos textos jornalísticos, o aluno apreende conceitos, obtém informações novas, compara pontos de vista, argumenta, etc. Dessa forma, o aluno caminha adiante na conquista de sua autonomia no processo de aprendizado.

Sobre isso, uma das autoridades na questão jornalística em São Paulo, Ruy Mesquita Filho, jornalista, ex-diretor do Jornal da Tarde, acionista e ex-diretor do Grupo Estado, pai do aluno Caio Mesquita, da 3.ª série do Ensino Médio, falou para o site do GDV a respeito da importância dos veículos de comunicação/informação para a comunidade escolar, a preocupação com a educação no Brasil e o trabalho que o GDV propõe aos seus alunos.

Indagado sobre o papel da mídia impressa nos dias de hoje e seu impacto sobre os leitores, Ruy Mesquita Filho afirma que a única coisa confiável nessa área de informação, sem falar em TV e Rádio, são os Jornais. Todas as discussões, todos os assuntos que estão em pauta, importantes, são publicados nos jornais e daí começam as discussões na internet, algo que não tem controle, qualquer pessoa pode escrever o que quiser lá dentro. Não tem obrigações que um jornal tem, que é dissecar e se responsabilizar pelas informações. Por mais que os veículos impressos, hoje em dia, estejam em decadência, é de lá que saem todas as informações. E elas custam muito caro, para você fazer um jornal tem que passar por um processo onerosíssimo. Você, hoje em dia, não pode concorrer com a mídia que está no ar e qualquer um pode colocar lá o que quiser. Então, não existe nenhum parâmetro para você dizer que aquilo é correto ou verdadeiro ou não. É esse o problema que existe hoje em dia”.

Aqui cabe também ressaltar que, numa redação profissional, que vive do mandato concedido pelo seu leitores, o apelo da história é superior a ideologias ou preferências partidárias. O chamado “quarto poder” só ganha ressonância e legitimidade quando está conectado com a sociedade à qual se dirige. É, pois, uma influência de mão dupla.

Quanto a formação de novos jornalistas, Ruy Mesquita Filho foi bastante incisivo em sua opinião, pois não acredita em escolas de jornalismo. “Isso foi uma imposição feita há muitos anos atrás pelos sindicatos, as corporações. Você não aprende a ser jornalista na faculdade. Hoje em dia, com as especializações que existem, como que, por exemplo, uma pessoa vai falar sobre urbanismo ou medicina se não tem uma base sólida para falar sobre isso. Então, o que seria correto, seria qualquer pessoa ter uma formação sólida em uma área e, se quisesse, partir para o jornalismo, onde teria que fazer um curso suplementar para aprender as coisas básicas de cada tipo de veículo, seja ele impresso, rádio ou TV. O que precisa ser bem feita é a formação da pessoa. Escola de jornalismo não tem o menor sentido”.

Num país com enormes dificuldades educacionais, sobre os rumos da educação no Brasil Rui Mesquita Filho se mostra pessimista. “Não tem o menor sentido você ideologizar um ministério, muito menos o da educação. Isso não existe, em lugar nenhum do mundo. Estamos retrocedendo, ao invés de ir para a frente. O Grupo Estado, meu avô, Júlio Mesquita Filho, foi o homem que, em 1934, no governo Armando Salles de Oliveira, criou a USP – Universidade de São Paulo, a primeira universidade brasileira. O Brasil não teve universidade até 1934, pois quando os portugueses aqui chegaram proibiram que houvesse escolas, jornais, livros, nada disso tinha aqui no Brasil. Começou a ter quando veio Dom João VI para cá, fugindo da Europa, por causa de Napoleão Bonaparte. Então, o Brasil sempre foi um país atrasado em relação à educação. Esse é o grande problema do Brasil. Nós temos 80% da população semianalfabeta, quando não totalmente analfabeta. Esse é um drama que vai demorar gerações para ser consertado. Morro de pena, porque eu já estou velho, mas o pessoal que vem aí, atrás da gente, vai amargar. Basta ver os índices de educação do povo brasileiro quando você compara com qualquer país. O Brasil é completamente manco nesta questão”.

Para ele, escolas como o GDV só existem porque estão em São Paulo. “Você tira São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e, vamos dizer, o Rio de Janeiro, o resto do Brasil, com raras exceções como Ceará, Espírito Santo e Pernambuco, que têm uma rede escolar estadual e municipal muito boas, o resto não conta, não tem nada. São casos isolados em alguns desses estados que você possa dizer que tenham um colégio do nível do Guilherme Dumont Villares”.

Sobre sua relação com o Colégio Guilherme Dumont, Ruy Mesquita Filho valoriza a escola como referência no ensino e formação dos estudantes. “Eu acho o colégio muito bom. O Guilherme Dumont Villares, com toda trajetória do meu filho que estuda lá, é um colégio que dá um apoio ao estudante que é difícil ver, mesmo em escolas particulares. Caio passou por três colégios, antes de ir para o GDV. Só a partir do GDV ele conseguiu se estabilizar no sentido de ter gosto pelo estudo, acompanhar direito as aulas. Isso por causa do apoio que o colégio dá, quando vê que o estudante não está participando direito as aulas. Nesse sentido, eu acho o GDV um colégio excepcional. Caio está no último ano e vai estudar para o vestibular. Se não fosse o apoio que o colégio deu, ele não estaria em condições de prestar vestibular. A partir do momento que ele ingressou no GDV, com todo esse apoio, criou uma vida de estudante muito normal. Com certeza é uma escola que eu indico”.

Sp, maio de 2019.