Nanotecnologia: a revolução invisível

Nanotecnologia: a revolução invisível

Palestra no GDV com o Prof. Dr. Henrique Toma, professor titular do Instituto de Química da USP, apresentou a nanotecnologia para os alunos e demonstrou o potenciam enorme de aplicações dessa área do conhecimento. Evento fez parte das comemorações do Ano Internacional da Tabela Periódica e seus elementos.

Interdisciplinar por natureza, pois une física, química, biologia, computação, engenharia, entre outras áreas de conhecimento, a nanotecnologia traz um enorme potencial de aplicações. Esse foi um dos aprendizados deixados pelo prof. Henrique Toma na palestra sobre a Nanotecnologia e suas aplicações que aconteceu no Colégio Guilherme Dumont Villares, para alunos do 9.º ano do Ensino Fundamental II à 3.ª série do Ensino Médio.

Historiando sobre os avanços dos estudos na área de nanotecnologia, o prof. Toma explicou que a  emergência da nanotecnologia ocorreu na década de 1980 e que seu conceito foi popularizado por Eric Drexler, o primeiro cientista a doutorar-se em nanotecnologia pelo MIT.

A nanotecnologia é uma ciência que se dedica ao estudo da manipulação da matéria numa escala atómica e molecular lidando com estruturas entre 1 e 1000 nanômetros. Pode ser utilizada em diferentes áreas como, a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais. “Nano é uma dimensão muito pequena. Falamos de uma escala um milhão de vezes menor do que o milímetro”, afirmou o professor.

Segundo o prof. Toma, a nanotecnologia – hoje com aplicações mais simples do que quando Drexler a concebeu pela primeira vez – é o “design e a produção de estruturas, materiais e dispositivos a partir do controle da forma e do tamanho em escalas nanométricas”. Ou seja, é uma tecnologia que se utiliza da escala nanométrica para desenvolver novos objetos que facilitarão a vida do ser humano no futuro.

Em experimentos mostrados para os alunos, tivemos o desenvolvimento de roupas que não sujam e não molham e o aproveitamento de resíduos de petróleo que não podem ser extraídos pelos modelos atuais de extração. Um ponto interessante para o qual o professor Toma chamou a atenção da plateia  foi que a nanotecnologia usa como base eventos que já ocorrem na natureza há anos. O professor do Instituto de Química explica que, por exemplo, a roupa que não suja e não molha veio da mesma habilidade que a flor de lótus possui em suas folhas. Evento promovido pela área de Química do GDV, alusivo ao Ano Internacional da Tabela Periódica, a palestra, em uma linguagem simples, não científica, utilizou muitas imagens e experimentos para criar uma relação mais direta com a plateia, e foi idealizada para os estudantes do ensino fundamental e médio, que não têm contato com o conteúdo, a fim de apresentar e ensinar como a nanociência funciona no dia a dia.