MATEMÁTICA: APRENDENDO A CONSTRUIR CONHECIMENTO REMOTAMENTE

MATEMÁTICA: APRENDENDO A CONSTRUIR CONHECIMENTO REMOTAMENTE

Educação é sobretudo diálogo, é  sobretudo como aprender a mudar o mundo. Diante de uma crise desse tamanho, talvez valha a pena uma hora a menos de conteúdo, e uma hora mais de sonhar um mundo melhor. (Paulo Freire)

É fato notório que os educadores buscam tornar suas aulas em espaços de investigação, colaboração e construção coletiva do conhecimento. Mas, em tempos de pandemia e de isolamento social esses desafios se tornam desafiadores para os educadores que pretendem garantir o aprendizado de qualidade de seus educando. E hoje, mais do que nunca, esses desafios estão colocados e exigem o redesenho do trabalho pedagógico e sua adaptação à uma nova realidade.

Apenas a tecnologia educacional pode não ser suficiente para a construção de maneira remota. É necessário engajamento, superação e diversificação das atividades oferecidas aos alunos. E é isso que a área de Matemática do GDV tem proporcionado aos alunos do Fundamental II e Médio. O que se observa até aqui é a aplicação de um conjunto de atividades diversificadas que têm gerado o envolvimento cada vez maior dos alunos do GDV com a disciplina.

Nos estudos da frente Estatística, no 6o. e no 7.º ano do Ensino Fundamental, anos finais, por exemplo, as aulas, tarefas e outras atividades propostas resultaram na produção de um vídeo, via aplicativo Tik Tok, com o resultado de pesquisa de opinião realizada com os alunos apontando os aspectos positivos e negativos em relação ao estudo remoto.

Do ponto de vista positivo, os números do levantamento mostraram que 75,4% dos alunos montaram uma agenda de estudos, 61,9% entendem claramente o tema estudado e 67,8% sempre consultam o livro didático. Já os dados negativos se relacionam a alunos que não estão contemplados nos índices acima, além de se envolverem com outras atividades alheias aos estudos.

Projeto especial de Matemática com a turma do 9.º ano levantou casos de Covid-19 no Brasil e alguns Estados brasileiros, a fim de obter os valores de tendência central (média, moda e mediana) e medidas de dispersão (variância e desvio padrão), para analisar o crescimento da pandemia. Além de analisar os dados coletados na pesquisa, abriu-se a discussão sobre a evolução dos casos e as ações que estão sendo tomadas para controlar a pandemia. O processo do estudo também foi acompanhado de discussões em encontros virtuais e o trabalho foi publicado publicado no estudo abaixo.

Alunos pesquisam e debatem sobre o crescimento do covid-19 no Brasil

Os alunos do 8.º ano do Ensino fundamental II e da 1.ª série do Ensino Médio, por sua vez, participaram de um projeto de pesquisa sobre o Covid-19, entrevistando 805 pessoas, moradores da cidade de São Paulo, ou grande São Paulo, entre os dias 13 e 17 de abril. Os entrevistados responderam “SIM” ou “NÃO” para quatro perguntas relacionadas à presença de pessoas com sintomas da Covid-19 em suas residências. Cada aluno, entrevistou 5 pessoas e tabulou as respostas em uma planilha eletrônica. Ao término da etapa das entrevistas, os alunos calcularam as frequências absolutas e relativas de cada resposta. Com esses valores, discutiram se as porcentagens de contaminados ou não, apresentadas em diversas mídias, estavam de encontro com as obtidas por eles na pesquisa. Também foram discutidos como esses dados estavam relacionados à necessidade do isolamento social para não sobrecarregar os hospitais, sobre a falta de testes e tempo de espera dos resultados dos mesmos e se alguns sintomas de outras doenças podem interferir nas previsões de contagiados.

Os casos de Covid-19 também foram tema dos estudos realizados pelos alunos da 3.ª série do Ensino Médio. Os alunos se envolveram no estudo dos dados estatísticos sobre o avanço da pandemia no mês de março, ainda na fase inicial de sua expansão, colhendo dados matemáticos/estatísticos que permitiria o cálculo em estudos futuros sobre a escalada da doença no Brasil.

Por último, o estudo de Probabilidade para a 2.ª série do Ensino Médio que está revestido de grande interesse para aqueles que querem saber mais sobre o COVID-19 e a sua propagação.

Os dados e os vídeos das pesquisas citadas podem ser acessados nas mídias sociais do GDV.