Exposição: Monotipia, uma arte única

Exposição: Monotipia, uma arte única

Oficinas de Artes

 A monotipia é um processo híbrido, entre a pintura, o desenho e a gravura. Aproxima-se do gesto da pintura, da mancha de tinta, ou do traço, da linha. Ao mesmo tempo possui características próprias da gravura, como a inversão da imagem. Apesar de o próprio nome esclarecer, mono (único) e tipia (impressão), em alguns casos é possível conseguir mais de uma cópia, embora cada vez mais tênue, mais clara.

A monotipia é uma técnica de impressão muito simples, em que se consegue a reprodução de um desenho numa prova única, daí o nome “monotipia”. Nela, são utilizadas usualmente tintas de secagem lenta, à base de óleo e usa-se como suporte uma placa de vidro, acrílico, etc. Aplica-se uma camada de tinta sobre o suporte e usa-se um rolinho para distribuir a tinta. O papel então é apoiado sobre esse suporte e com um lápis ou outro instrumento, o desenho é feito. Ao retirar o papel, o desenho estará impresso no lado oposto do papel.

O uso da técnica da monotipia,  que teve origem no século 17, com Giovanni Benedetto Castiglione (1616-1670), foi ensinado para os alunos das Oficinas de Cartum pelos professores Ana Carolina Sillos  e Alexandre Bocci e resultou numa exposição dos trabalhos, inaugurada no dia 14 de abril.

Durante o curso, os alunos foram introduzidos no conceito de monotipia, percorreram a escola para colher imagens através da câmera dos celulares e iniciaram o trabalho de preparo da monotipia sobre as imagens escolhidas.

Neste momento,  passaram a tinta especial em uma base de vidro, depois colocaram uma folha em branco, usada como tela, desenharam em cima da foto e retiraram a folha com o resultado de seu trabalho.

A prova obtida, monotipia, não foi uma duplicação fiel do desenho original, pois na passagem para o papel (impressão), as tintas se misturam e fazem surgir efeitos imprevisíveis.