Âncora da CBN considera o GDV fundamental na educação dos filhos

Âncora da CBN considera o GDV fundamental na educação dos filhos

Entrevista Milton Jung

Milton Jung

Há quem diga que estudar no Colégio Guilherme Dumont Villares é algo que marca para a vida toda. Ex-alunos e seus pais têm confirmado essa máxima, em entrevistas ao nosso site.

Em mais um bate-papo exclusivo, conversamos com Milton Jung, jornalista gaúcho radicado em São Paulo e âncora da Rádio CBN. Milton revelou apreço e satisfação pelo colégio, local de estudos dos filhos Gregório, 22 anos, e Lorenzo, 19 anos. Os dois fizeram suas trajetórias e aprendizados no GDV, do Jardim de Infância ao Ensino Médio. Confiram a entrevista exclusiva ao site.

O que representou o GDV para a educação dos teus filhos?

Fundamental. Quando minha mulher e eu decidimos escolher uma escola para a formação deles tínhamos em mente a necessidade de colocá-los em uma instituição que desse sequência à educação que nós dois acreditávamos ser a ideal para eles. Que trabalhasse com os mesmos valores que prezamos em família. E, em especial, que atuasse na formação de uma consciência cidadã. Lembro que a tentação geográfica —- a escola fica ao lado de nossa casa —- foi grande, mas evitamos cair nessa armadilha. Fomos buscar antes informações entre educadores que respeitávamos. Certificado por eles, entendemos que encontraríamos no GDV o ambiente que buscávamos para a formação de nossos filhos. Um ambiente que prezasse pela ética, que defendia a diversidade de pensamento e desenvolvesse a consciência cidadão. 

 O que você destacaria no modo de ensino do colégio?

A escola tem de ser auxiliar dos pais na educação dos filhos. E se havia algo que buscávamos na escola era um local que realizasse atividades para que seus alunos exercitassem a cidadania. O GDV sempre realizou ações comunitárias e me deva a impressão de que oferecia aos seus professores espaço para os diferentes pensamentos se expressarem, em sala de aula. E isso é enriquecedor na formação dos alunos, pois os faz crescer em um ambiente de respeito ao outro e permite que eles desenvolvam senso crítico sobre os mais diversos temas. 

Lembras de algum fato ou evento que te chamou a atenção, positivamente, na rotina dos filhos com o colégio?

O projeto pedagógico do GDV como um todo sempre nos agradou. Mas gostaria de lembrar aqui o cuidado de alguns professores em entender o aluno não apenas com um “executor de tarefas” ou “realizador de provas”, em entender que são crianças e adolescentes com suas diferenças, limitações e distrações. Valorizar essas diferenças e perceber que a personalidade do aluno não deve ser refletida única e exclusivamente pela nota no boletim final, mas pelo o que ele constrói e pelo o que ele revela ao longo da convivência com a comunidade escolar.

Destaco ainda a parceria do GDV com a ONU que confere ao trabalho realizado pela comunidade escolar um certificado de qualidade e confiança, abrindo espaço para os jovens atuarem em diferentes projetos de cidadania e oferecendo a eles um horizonte mais amplo de reflexão e trabalho.

Se alguém te perguntasse, indicarias o colégio para novos estudantes?

A permanência de meus dois filhos — o Gregório, hoje com 22 anos, e o Lorenzo, atualmente com 19 anos —, ao longo de todo o ensino fundamental e médio na escola é o que minha mulher e eu poderíamos oferecer como resposta àqueles que nos perguntam se recomendaríamos o GDV para outros pais e alunos.

Como defines a educação no Brasil?

A qualidade do ensino no Brasil é tão desigual quanto é o Brasil nas demais dimensões. Ao mesmo tempo em que encontramos escolas com projetos pedagógicos qualificados e iniciativas inovadoras no ensino, deparamos com instituições que têm pouco a oferecer às nossas crianças. Infelizmente apenas um pequeno grupo de jovens e famílias tem à disposição ensino de qualidade. Gostaria, porém, de destacar que tanto quanto precisamos estar atentos aos projetos de ensino que estamos desenvolvendo no Brasil, é necessário alertar aos pais e mães que eles —- ou nós —- é que somos os responsáveis pela educação de nossos filhos. O que quero dizer com isso… É muito comum de vermos pais e mães entregando seus filhos para a escola com o objetivo de que o professor resolva na sala de aula aquilo que não fomos competentes de resolver dentro de casa —- queremos que falem de sexo, da vida, de comportamento. Que os disciplinem, os coloquem na linha. E os retirem do celular.

Terceirizamos o papel de educadores por incapacidade, por desconhecimento e por alegada falta de tempo. Isso é um erro. Não há projeto pedagógico capaz de substituir o papel do pai e da mãe. Se não participarmos ativamente da educação do filho e das atividades da escola ou se não estivermos atentos ao que acontece com eles no seu cotidiano, o resultado ficará aquém do desejado, por melhor que seja a escola e seus professores.

As 55 anos, Milton Jung também é autor do livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, uma publicação da Best Seller/Record.