Publicado em 16.05.2017 - Notícias - Sem comentários

Um contexto desfavorável, mas com alternativas bem didáticas!

 

 

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A professora Mariana Mackenzie dando explicações sobre as peças componentes da cisterna

A humanidade está atravessando um período extremamente marcado pela busca de novas tecnologias capazes de proporcionar maior conforto aos seus usuários. Esse avanço tecnológico, no entanto, ocorre quase sempre à custa dos recursos naturais do nosso planeta, cujo consumo excessivo está, direta ou indiretamente, relacionado a impactos naturais de diversas proporções. Esses impactos, por sua vez, podem intensificar as alterações climáticas do nosso planeta, colocando em risco todas as espécies, incluindo a humana.

Em resposta à essa preocupante realidade, líderes mundiais formalizaram a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030, constituída por 17 metas, das quais uma delas – a meta 13 – aborda exclusivamente as ações a serem tomadas para a mitigação das alterações climáticas. Além disso, a agenda também trata da importância da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS), considerando a participação dos jovens no desenvolvimento de respostas às mudanças climáticas. As alterações climáticas exigem ações imediatas de toda a sociedade, sendoMariana e aluna lixando o retentor do  filtro a EDS um dos caminhos mais rápidos e eficazes.

Por essa razão, a participação das escolas se mostra crucial, pois pode assegurar, por parte do aluno, a compreensão acerca dos principais motivos que levaram (e levam) às mudanças climáticas. Com isso, o aluno desenvolvem uma visão diferente do mundo que o rodeia, podendo adotar práticas de consumo mais sustentáveis do que as praticadas atualmente, além de desenvolver a capacidade de tomada de decisões apropriadas a esse cenário desfavorável do ponto de vista climático.

Diante desse contexto, o Colégio Guilherme Dumont Villares deu início a mais um projeto que possibilita aos seus alunos uma visão mais abrangente sobre a questão do consumo sustentável de recursos naturais, em especial, da água.  Para isso, o 6º ano do Ensino Fundamental II, orientado pela professora de Ciências, Mariana Mckenzie, e pelo coordenador da área, Juliano Viñas, foi envolvido na construção de uma cisterna de 250L para captação de águas pluviais, ou seja, um sistema de reaproveitamento de águas das chuvas, de baixo custo e considerado uma das melhores e mais eficazes alternativas quando o assunto é economizar água. O trabalho de construção foi árduo e teve a duração de três semanas, com a efetiva participação dos alunos.Cisterna instalada montagem duas imagens

Após a construção, a cisterna foi instalada e uma série de projetos decorrentes do seu uso entrou em prática no segundo trimestre letivo. Um exemplo do uso pedagógico do projeto será o controle do pH da água Cisterna instaladacoletada, que será acompanhado pela professora de Química do Ensino Médio, Eliana Vetos, juntamente com seus alunos. O pH da água é um fator muito importante e que requer adequação, já que os alunos do 6º ano estarão envolvidos com a rega das plantas (para as quais um pH adequado é fundamental) utilizando a água da cisterna.

Além desse, outros projetos serão colocados em prática, todos eles contemplando a importância da preservação da água, um recurso tão fundamental para a nossa existência. O aproveitamento das águas pluviais para diversos fins – exceto potável – mostrará para o aluno, de maneira muito clara e didática, como uma ação preservacionista isolada pode ganhar proporções imensuráveis se forem bem difundidas para toda a comunidade.