Publicado em 18.09.2018 - Atividades – Ensino Fundamental II, Notícias - Sem comentários

Voluntariado

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Segunda-feira à tarde, pós-período de aulas. Três alunas do 9.º ano A, do Ensino Fundamental II, Giulia Zanatta, Ana Beatriz Zaccharia e Fernanda Bonito, têm um compromisso social de enorme importância. Como membros do EDH – Núcleo de Educação para os Direitos Humanos do Colégio Guilherme Dumont Villares, elas se dirigem ao Instituto Ludovico Padovani, no Real Parque, para realizarem atividade voluntária de reforço escolar para um grupo de alunos do 6.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental II, que apresentam grande defasagem no aprendizado em Língua Portuguesa e Matemática.

Tudo é preparado por elas. Os temas que serão tratados, o material que será utilizado e os jogos e atividades que preparam com muito carinho para qualificar seu trabalho pedagógico. E tudo é realizado com muito compromisso e responsabilidade.

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Segundo Ana Beatriz, “nós começamos o trabalho observando os cadernos, conversamos com os alunos sobre as dificuldades que eles apresentavam e vimos que havia uma mistura de conteúdos entre as séries e que faltava, inicialmente, organizar os estudos deles”. A partir daí, com o apoio da professora Lúcia Cardim, que acompanha as alunas semanalmente nessa ação voluntária, elas passaram a discutir um plano de aulas para cada aluno, planejar ações e produzir, elas próprias, material pedagógico – apostilas, jogos e material lúdico – que servem de ferramentas para o aprendizado.

E logo os resultados começaram a aparecer. “A integração com os alunos da comunidade criou vínculos de confiança que se refletiram no maior compromisso deles com o estudo e o aprendizado, os resultados na escola melhoraram e o retorno foi se tornando cada vez mais positivo. Como aqui no colégio, estimulamos o trabalho em grupo, colaborativo, onde eles próprios cooperam um com os outros no aprendizado. Tudo isso nos estimula a melhorar cada vez mais o nosso trabalho”, afirma Fernanda Bonito.

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Para Giulia, a tradição familiar na área da educação e o desejo de se tornar professora contribuíram para o seu engajamento nessa atividade voluntária. “Eu sempre tiver vontade de participar e colaborar nesse tipo de ação; e o EDH abriu as portas para que eu me sinta bem e capaz de ajudar o próximo. Eu acho que esse tipo de ação e engajamento numa causa me permite sentir que estou fazendo diferença”.

De fato, para elas, o voluntariado tem trazido mudanças profundas em sua percepção da realidade. Elas apontam que hoje estão conhecendo um mundo diferente, que até então não fazia parte de seu dia a dia. “Hoje nos defrontamos com um contraste social muito grande, vivenciamos uma realidade social totalmente diferente da nossa e temos a percepção de que temos responsabilidade perante essa situação. Enfim, que realmente podemos fazer a diferença”, conclui Ana Beatriz.

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