Publicado em 15.05.2019 - Notícias - Sem comentários

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Visita à Sinctronics – Green IT Innovation Center permite ao aluno conhecer uma “desfabrica”, ou seja, um local que desmonta e separa o lixo eletrônico. Programa faz parte do projeto pedagógico que trata dos temas de conscientização da coleta e da reciclagem de e-lixo.

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Milhões de toneladas de materiais eletrônicos são descartadas em lixões e aterros todo ano no Brasil. Uma montanha de detritos que esconde grandes quantidades de metais preciosos e até ouro. Esse foi um dos aprendizados que os alunos da 1.ª série do Ensino Médio adquiriram ao visitar a Sinctronics – Green IT Innovation Center, empresa especializada em “desfabricar” componentes eletrônicos e de atuar na área da economia circular.

A principal ideia da economia circular é tirar o conceito de “lixo” que temos já formado em nossa cabeça e substituir por uma visão mais contínua e cíclica de produção, na qual os recursos deixam de ser somente explorados e descartados e passam a ser reaproveitados em um novo ciclo. No Brasil, o modelo já é adotado por várias empresas e o número vem aumentando.

Os alunos aprenderam que por dentro dos mecanismos de um smartphone, tablet ou notebook, tecnologias complexas transformam plástico, vidro e metais nobres, como ouro, paládio e lítio, em microchips e baterias que possibilitam às pessoas navegar em segundos pela internet, compartilhar fotos, vídeos e postagens, além de fechar negócios numa velocidade sem precedentes. Ocorre que esses materiais não são encontrados facilmente na natureza, então é preciso extraí-los da terra e processá-los com métodos bastante agressivos ao solo e aos rios. Outro agravante ao meio ambiente é que o lixo gerado pelo descarte de equipamentos eletrônicos demora a se desintegrar por causa da alta composição de materiais tóxicos.

A Sinctronics investe em processos e tecnologia de ponta para responder ao desafio no trato do e-lixo e foi vencedora do Prêmio ECO em 2015 ao criar a ‘desfábrica’ que coleta e separa lixo eletrônico para transformá-lo em matéria prima de alta qualidade, com propriedades semelhantes ao de insumos virgens e seu próximo passo é desenvolver tecnologia para extrair ouro e paládio dos componentes.

A visita à Sincstronic –  Green IT Innovation Center fez parte das atividades da disciplina de Química do Colégio Guilherme Dumont Villares que, desde 2018, participa do Greenk Tech Show, evento que tem por objetivo conscientizar jovens quanto à necessidade de coleta adequada e reaproveitamento de E-lixo (lixo eletrônico).

No ano passado, o GDV foi a escola particular vencedora do torneio promovido pelo Movimento Greenk e, em 2019, ampliou sua atuação desenvolvendo projetos pedagógicos que tratam dos temas de conscientização da coleta e da reciclagem de E-lixo.

Segundo a Prof.ª Regina Nakai, de Química, “pudemos observar que é possível reutilizar os plásticos dos eletrônicos como matéria prima para impressoras 3D e para fabricação de novos produtos além da recuperação do cobre e de outros componentes. Os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar uma fábrica, ver como é e como funciona, desmistificando a idealização conhecida em filmes. A visita faz parte de um projeto maior das áreas de Física e Química e que envolve o Ano Internacional da Tabela Periódica. Vimos que é possível a recuperação de alguns elementos químicos e que o lixo eletrônico tem solução se a população souber descartá-lo corretamente”.

 

Números e curiosidades

Nas placas e chips de computadores há ouro, prata e platina em quantidades muito pequenas, mas que, acumulados, valem bastante.

1,4 milhão de tonelada de lixo eletrônico é produzido no Brasil, ao ano – cerca de 7 kg por pessoa. 98% disso vão erroneamente para os aterros sanitários.

Os mais complicados:  Disquetes e fitas cassetes são alguns dos materiais mais difíceis de serem reciclados. Tanto que se paga para as empresas que fazem isso.