Publicado em 15.02.2019 - Destaques - Sem comentários

Dolphin Classic – Orlando, USA – 2019

Por Alexandre Praetzel

CHDC2741

O Colégio Guilherme Dumont Villares conseguiu resultados expressivos com sua equipe de Ginástica Artística, no torneio Dolphin Classic, disputado em Orlando, Flórida, no Estados Unidos. Foram vários dias de treinamentos e competições, no mês de janeiro, e a delegação do GDV foi composta por 21 ginastas, com 60 medalhas conquistadas, contra 12 equipes norte-americanas e mais uma equipe brasileira.

AJWI4051        ASAG0826         DLZD2268

A técnica do time do GDV é Rose Cerqueira, com muita experiência no esporte. Nesta entrevista ao site do GDV, Rose explica o sucesso das meninas e a busca por bons resultados, unindo esporte e educação.

Qual foi o critério para o GDV ser convidado para esta competição?

Nós estamos participando desde janeiro de 2011. Já fomos quatro vezes para esta competição e, em outras vezes, fomos para outras competições nos Estados Unidos, como a Sun Dollar. Agora, fomos na Dolphin Cross. O regulamento é o mesmo. Apenas muda a época, nome e local, com o mesmo padrão de disputa. Eu trabalhei muitos anos em Guarulhos, como técnica e coordenadora da ginástica de Guarulhos. Nós revelamos meninas para a Seleção Brasileira, então participamos de vários campeonatos como Pan-Americano e Sul-Americano. Eu já fui em muitos Mundiais de Trampolim e Ginástica. Então, esta minha trajetória no meio da ginástica, conheci pessoas e a organizadora desta competição. O convite veio em 2010, quando eu falei do GDV. Fiquei até com receio, porque na competição a maioria é de clubes participantes e o nível poderia ser bem diferente. Como o nosso treinamento é baseado no esporte e na educação, acreditei que daria para levá-las. Então, fizemos um planejamento e deu certo.

Por que o GDV virou referência escolar?

Nós temos um trabalho diferenciado da maioria das outras escolas. Nós temos uma sala específica, com toda a aparelhagem. Nós temos 100% de apoio da direção da escola. Tudo que eu solicito para melhorar o trabalho, é aceito. Trouxe duas professoras que foram minhas alunas desde os cinco, seis anos de idade, que cresceram comigo e tem a mesma filosofia de trabalho. Nós fizemos um planejamento para este grupo, porque lá nos EUA existe um regulamento nacional, algo que não tem no Brasil. Lá, todos os torneios têm que seguir o mesmo regulamento, desde o nível 1 até o nível 7. Depois, o 8, 9 e 10, é livre, aí já é alto rendimento, ou seja, levando meninas da Seleção Brasileira, que não é o caso da gente. Então, nós teríamos os níveis para competir e fizemos um planejamento para trabalhar esses níveis. Assim, vi que as meninas tinham condições de competir, fizemos um treinamento intensivo, em horários separados e isso nos foi proporcionado pela diretoria. Além das aulas tradicionais de ginástica, o grupo que é selecionado para ir ao torneio, tem um treinamento especial de duas horas a mais.

Para compor a equipe, tem que estudar no GDV?

Sim, tem que estudar no colégio. Inclusive, a gente tem muitas crianças que vêm para o GDV por causa da ginástica, que percebem que há um trabalho nas competições. Tem que ser aluna do GDV e participar da ginástica artística do colégio.

Esse intercâmbio pode abrir portas para alguma estudante nos EUA?

Sim, eu acredito que isso é bem possível. No momento, tivemos vários comentários e elogios. Inclusive, a organizadora desta competição falou que ficou surpresa com a quantidade de medalhas que nós tivemos a Maya Andrade, que foi campeã individual geral na categoria dela e as americanas ficaram de terceiro para baixo. Então, elas realmente perceberam que o nível das meninas está evoluindo. No grupo, só temos uma menina que está no 3º ano e no caso, não tem interesse de seguir. Eu acredito que as menores, se continuarem neste ritmo de treinamento e participação nos torneios, fatalmente terão oportunidades, se desejarem.

ASMK8199                CZQZ0585

OGQP9546                IMG-20190204-WA0016

O GDV participou dos níveis 2, 3 e 4. A classificação é feita por nível e faixa etária e a premiação por idade e nível técnico. Foram disputadas medalhas no individual geral, que é a soma de todos os aparelhos, desde a última até a primeira colocada. Dentro de uma classificação determinada, todas as meninas recebem medalhas também por participação.

Devido às recentes participações nos torneios de Orlando, o GDV já recebeu um convite para participar do próximo torneio, em janeiro de 2020. Já há um grupo formado para o início dos treinamentos. Há limite de vagas por causa da logística estabelecida, durante a viagem. Além de treinar e competir, em Orlando, as meninas têm tempo livre para se divertir, inclusive com a presença de familiares.

DLHV6177                  VSIE1822

Os pais, Paulo Antunes Almeida e Sílvia Aguiar Almeida, ressaltaram a importância da ginástica, no desenvolvimento da sua filha, Isabel.  “A ginástica foi muito importante para a nossa filha. Ela teve um crescimento não só na ginástica, como na vida pessoal, com esta competição nos EUA. estou muito grato com o colégio GDV”, afirmou Paulo.

“Todo esse apoio do GDV foi importante para a ginástica. Permite que as meninas cresçam não só no esporte como pessoalmente. Elas estiveram num ambiente completamente diferente, num país com idioma diferente e puderam competir de igual a igual com atletas que treinam em clubes e academias. Elas representaram o GDV, muito bem“, concluiu Silvia.

 

DLBL1266                  FOHV5803

 

IMG-20190204-WA0014

Em sua chegada ao Brasil, a equipe de ginastas foi recepcionada pela Diretora Geral do GDV, Prof.ª Eliana Baptista Pereira Aun. Da esquerda para a direita, 1.ª fila, Prof.ª Eliana Aun (Diretora do GDV), Rose Cerqueira (Coordenadora de Ginástica), ginastas Maya Azeredo, Cecília Viñau, Mª Eduarda Macedo, Isabela Faria, Vitória Magalhães, Isabel Almeida e professoras Luana Oliveira, Caroline Alves. Na segunda fileira, as ginastas, da esquerda para a direita, Rafaela Dreska, Isabela Bonetti, Isabelle Keiko, Glória Maisumi, Stela Vilantti e Manuela Jardim. Na 3.ª fila , abaixo, as ginastas Aline Ariaki, Mª Eduarda Lobo, Carolina Alves, Sofia Tziminadis, Camila Godoy e Pietra Godoy.

 

Abaixo, a lista de resultados, com as conquistas GDV.

Equipes

1º lugar – Orlando Gymnastic

2º lugar – North Florida

3º lugar – Colégio Guilherme Dumont Villares

 

Resultados Individuais e por aparelhos

Nível 3

Maya Andrade – Campeã Individual geral / Salto; 1º lugar / aralela e Solo: 2º lugar

Gloria Maisumi – Vice-campeã individual geral / Salto e trave: 2º lugar / Solo: 3º lugar

Camila Godoy – 4º lugar individual geral / Salto: 1º lugar

Manuela Jardim – 7º individual geral

Stela Villanti – 4º lugar individual geral / Trave: 3º lugar

Gabriela Olivi – 5º lugar individual geral / Salto: 2º lugar

Carolina Alves – 8º lugar individual geral

Pietra Godoy – 6º lugar individual geral

Sofia Tziminadis – 9º lugar individual geral

Isabela Moreira – 7º lugar individual geral

Rafaela da Silva – 8º lugar individual geral / Trave: 3º lugar

Vitória Magalhães – 9º lugar individual geral

Maria Eduarda Macedo – 11º lugar individual geral

 

Nível 4

Victória de Faria – 12º lugar individual geral

 

Nível 2

Isabella de Freitas – 6º lugar individual geral / Solo: 3º lugar

Aline Ariake – 8º lugar individual geral / Solo: 2º lugar / Salto: 3º lugar

Isabel Almeida – 7º lugar individual geral / Trave: 3º lugar

Maria Eduarda Cobo – 7º lugar individual geral

Cecília Viñau – 8º lugar individual geral

Isabelle Ishimura – 8º lugar individual geral

 

Coordenadora: Rose Cerqueira

Professoras: Luana Oliveira e Caroline Alves