Publicado em 04.04.2018 - Destaques - Sem comentários

Parceria GDV / Futurekids

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Capacitação docente em Aprendizagem Cooperativa inicia segunda etapa no GDV

 Como prática constante, a equipe de educadores do Colégio Guilherme Dumont Villares tem debatido, estudado e aprendido sobre maneiras positivas de se conseguir uma melhor interação entre os seus alunos e o conteúdo programático. Dentro dessa prática, a escola oferece aos seus educadores inúmeros cursos, treinamentos e workshops com o objetivo de aprimorar a capacitação profissional do docente, bem como buscar novas ferramentas que consigam melhorar a interação entre o mestre e seus alunos e, consequentemente, aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem.

A capacitação dos professores na implantação e utilização da Metodologia Kagan de Aprendizagem Cooperativa em sala de aula está entre as iniciativas adotadas pela escola. A metodologia, desenvolvida pelo Dr. Spencer Kagan, objetiva desenvolver habilidades sócioemocionais nos alunos e fornecer estratégias diferenciadas para os professores trabalharem na sala de aula e consequentemente melhorar o desempenho acadêmico tendo como base a aprendizagem cooperativa, um método em que os alunos trabalham em pequenos grupos heterogêneos, com papéis previamente definidos, trocando informações e partilhando materiais, estando cada um consciente de que só terá sucesso se todos os elementos do grupo também tiverem. Ou seja, promove a integração dos quatro princípios da Aprendizagem Cooperativa: participação equivalente, interdependência positiva, produção individual e alta interação simultânea.

O programa de capacitação docente na metodologia de aprendizagem cooperativa teve início em 2017, em parceria com a empresa Futurekids, e foi retomado nos dias 09 e 10 de março de 2018 com intervenções junto aos educadores do GDV, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Em 2017 foi realizada foi realizada a formação no Módulo 1 do programa de capacitação, constituído por cinco módulos, quando os professores aprenderam os princípios básicos de aprendizagem cooperativa. Naquele momento, foram abordados conceitos de aprendizagem cooperativa, gestão pedagógica da sala de aula, identidade da sala de aula, identidade do grupo  e  aspectos socioemocionais.

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Além da retomada dos conteúdos do módulo anterior, o Módulo 2 trará para os educadores do GDV novidades como a utilização do PIPA, princípios que constituem a chave para a aprendizagem e que diferem essa metodologia de outras abordagens instrucionais. Segundo Simone Sanaiotte, diretora e formadora da empresa Futurekids e responsável pelas intervenções sobre a metodologia na escola, o PIPA é o coração da aprendizagem cooperativa. O PIPA deve ser entendido da seguinte forma:

  • Participação Equivalente, determina que se deve garantir a participação de todos os alunos;
  • Interdependência Positiva, onde os alunos dependem uns dos outros para obter resultados;
  • P, Produção Individual, instrui que todos têm que produzir alguma coisa, que é o princípio que difere a aprendizagem cooperativa do trabalho em grupo. Neste o aluno pode participar ou não, já na aprendizagem cooperativa se garante que todos participem, todos têm que ter produção individual.
  • A, por sua vez, representa Alta Interação Simultânea, ou seja, quando estou fazendo uma interação de aprendizagem cooperativa na sala de aula e olho para essa sala, simultaneamente todos estão ativos, ouvindo, trocando ideias ou participando da atividade proposta pelo professor.

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Assim, serão cinco módulos, em cinco encontros de seis horas, desenvolvidos um a cada ano, implantados de maneira gradativa para que o professor tenha total domínio dos processos – aplicação, avaliação, retomada – São cinco encontros de seis horas.

A aplicação da metodologia Kagan faz parte das metodologias ativas implantadas pelo GDV e seus resultados têm sido bastante significativos. De acordo com a professora Simone, a aceitação dos professores foi muito grande e a expectativa é consolidar a utilização das estruturas de aprendizagem, implantar novas estratégias e que os resultados, visíveis e invisíveis, venham cada vez em maior quantidade. Para ela, o retorno foi fantástico em relação à prática e ao aprendizado, com resultados extremamente significativos, já que professores de diferentes segmentos realizaram as atividades com muito sucesso.

Por último, a educadora ressalta que o Colégio Guilherme Dumont Villares foi extremamente ousado na adoção da metodologia e de colocar os alunos em grupo o tempo todo, pois isso pode gerar medo e resistência entre professores e alunos e, até mesmo, nas famílias. Ela acredita que tal processo é normal, uma vez que a resistência se deve muito em relação ao medo do novo, uma vez que a arquitetura escolar ao longo das décadas sempre foi muito rígida, com suas fileiras de preferência alinhadas milimetricamente. Mesmo para os alunos, a adaptação é difícil.  Acredita, também, que a adoção do método no GDV vai servir de paradigma para muitas escolas.

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O que se observa até agora é que a Aprendizagem Cooperativa tem melhorado a participação ativa dos alunos no processo de ensino e aprendizagem, com melhoria comprovada no desempenho acadêmico. O método promove a interação e faz com que o conhecimento seja disseminado entre os alunos, além de desenvolver habilidades de respeito e trabalho em equipe. O professor é um mediador do conhecimento, sempre orientando os alunos.

No Colégio Guilherme Dumont Villares, mais que o domínio dos conhecimentos específicos de cada disciplina, a escola necessita educadores que aprendam a pensar, a correlacionar teoria e prática, a buscar, de modo criativo e adequado às necessidades da sociedade, a resolução dos problemas que emergem no dia-a-dia da escola e no cotidiano.